quarta-feira, 27 de março de 2013

João Bobo


Esse é mais um dos apelidinhos carinhosos que a minha namorada me deu. Ela me chama assim toda vez que me vê balançando na cama tentando me virar.
Essa é uma tática que uso quando estou deitado de barriga para cima e quero ficar de lado. Estico os braços e balanço de um lado para o outro até conseguir embalo para acabar de virar. E ela, ao invés de ajudar, fica incentivando: vem João Bobo, vem!
Eu começo a rir e nem consigo virar mais. Confesso que a cena é engraçada, não dá pra ficar sério. Eu com esses braços enormes esticados jogando  de um lado pro outro, lembra mesmo aqueles bonecos que balançam mas não caem. E a imagem que usei para ilustrar o post não poderia ser melhor, o João Bobo mais famoso do Brasil, o João Sorrisão. Minha cara!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cachorrinho de taxista

Balançando a cabeça... pra lá e pra cá!
O filme mais legal sobre cadeirantes que vi até hoje foi "Inside I'm Dancing", que significa "por dentro estou dançando", fazendo uma alusão à falta de mobilidade e o sentimento de um cadeirante. O nome dele no Brasil é "Os melhores dias de nossas vidas", mas estou citando o nome original porque quero falar sobre uma situação engraçada para um cadeirante: ir a uma festa. Não digo uma grande festa, mas uma festinha dessas em que juntam alguns amigos, e rola uma musiquinha, e a maior parte do povo vai dançar... e o cadeirante fica lá, no canto, olhando o povo dançando. E balançando a cabeça.
Festa de cadeirantes!
Sei que tem cadeirante que dança e faz até show, mas tirando os artistas, que se apresentam e tudo, a maioria fica na festa só vendo o pessoal dançar e balançando a cabeça acompanhando a música. Pensando nisso, percebi o que que a gente parece nessas situações: aqueles cachorrinhos que alguns taxistas colocam no painel ou em cima do bagageiro, que tem a cabeça móvel e vai balançando no carro à medida que ele anda e chacoalha pela cidade. Me diverti imaginando a cena, é claro que não estou zoando ninguém, afinal, eu também fico que nem cachorrinho de taxista nas festas, só balançando a cabeça e vendo o povo dançando! Tipo no vídeo abaixo:

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bunda mole

Antes eu era assim...
Você pode ser um analista de destaque em uma empresa pública. Pode ser um gerente em uma grande instituição financeira. Você pode ser um empresário de sucesso. Pode até ser chefe de uma grande equipe. Na verdade, você pode ser até um diretor de uma empresa importante. Pode até ser o presidente!
Mas se você for um cadeirante... nada disso tem importância. Você é um bunda mole! Fiz essa constatação um dia desses enquanto minha mulher verificava se eu tinha alguma mancha vermelha na pele (isso é importante, viu?). Ela soltou sem querer: "como sua bunda era durinha antes da lesão, né?". Sim, era durinha, afinal eu era ciclista, jogava volei, peteca e fazia caminhada. Um verdadeiro esportista, com pernas, bunda, barriga, tudo definido. Agora sou só um bunda mole...
Portanto, caro cadeirante, cuidado. Se você for zoar alguém, se for tirar uma onda, ou até mesmo quando estiver em uma discussão com a namorada ou mulher, você poderá ser chamado de bunda mole. E não vai poder negar...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carrinho de rodas

Mas nem quem disponibiliza respeita mais nossas vagas! Essa foto acima achei no Kibeloco e mostra uma vaga para deficiente em um supermercado que é utilizado pelos carrinhos de compras do próprio supermercado!
E por incrível que pareça, eu mesmo já vi isso, no Carrefour bairro próximo da minha casa. Só falta eles falarem que é para colocar o deficiente dentro do carrinho na hora de fazer as compras! E joga tudo em cima dele. Pelo menos o próprio pode pegar as compras e ir acomodando ao redor... Ah, fala sério, heim?

terça-feira, 13 de março de 2012

Cadeirante nas escadas

Já vi muito cadeirante maluco por aí, mas tem uns que extrapolam. O cara do vídeo acima desce as escadas de um apartamento com se estivesse descendo uma rampa, tamanha é a facilidade. Mas o incrível mesmo é ele voltando, subindo as escadas de forma aparentemente segura, fazendo um certo esforço mas sem vacilar. Claro que a manobra demanda muito treinamento e força física, e não recomendo para ninguém. Mas que é impressionante, isso é!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pelo menos tem rampa

Sempre defendo a acessibilidade e reclamo quando não encontro uma rampa ou rebaixamento, principalmente em vias públicas. Uma cidade totalmente acessível precisa ter acesso em todos os prédios (pelo menos os públicos) e calçadas rebaixadas em todas as esquinas. Mas este exemplo aí de cima, de uma cidade chamada Cássia, no sul de Minas, ficou meio sem noção. O cadeirante consegue subir direitinho do asfalto para a calçada, mas quando chega lá... não encontra calçada! Encontra é um monte de terra e pedras, onde é impossível rodar com uma cadeira de rodas. Na verdade, parece difícil até para andar! Na melhor das hipóteses, o cara dá uma topada numa pedra dessas e fica uma semana mancando!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Coragem e Sabedoria

Coragem + sabedoria = vitória
Hoje fiz mais uma tatuagem. Para quem não viu a primeira, clique aqui. Essa segunda, na verdade, é a primeira coisa que quis tatuar no corpo, quando ainda era adolescente em Ouro Branco, onde fui criado. Minha ideia surgiu nessa época, pois eu era um adolescente tímido. Não muito, mas ainda assim tímido. Tanto que fui dar o primeiro beijo na boca as quatorze anos. E tinha pavor de apresentar trabalhos na frente da turma, fazia de tudo para não ser escolhido, pois não tinha coragem de falar em público.
Percebi logo que precisamos de coragem para quase tudo na vida, seja para se destacar na turma, conhecer pessoas, encontrar um amor, investir em um projeto, tentar um bom emprego, e tantas outras coisas. Comecei a me soltar e fazer amigos, e vi que quanto mais coragem eu tinha para falar com as pessoas, mais amigos eu fazia, e mais me divertia. Nessa época, as tatuagens estavam começando a deixar de ser tabu, coisa de marginal, e caindo no gosto popular. Alguns amigos meus começaram a fazer tatuagens, e eu fiquei com vontade de fazer um ideograma japonês que significa coragem nas costas, do lado esquerdo. Fiquei na indecisão, e quando passei no vestibular, aos dezoito anos, precisei de coragem para sair de casa e me virar sozinho em uma cidade desconhecida, Viçosa, e morar em uma república com pessoas que nunca tinha visto antes (só um, que já era amigo de infância, o Nica). Graças a Deus me virei bem, mas ao iniciar o curso de administração em uma cidade pequena, nos anos noventa, percebi que muita gente ainda tinha preconceito com tatuagem, principalmente empresários e gerentes de empresas, geralmente pessoas mais velhas. Então resolvi adiar o projeto.
Kanji de Coragem e de Sabedoria
Fui adiando, adiando, e depois de um tempo achei que estava ficando velho pra isso. Mas ano passado, num ímpeto de empolgação, resolvi fazer uma tatuagem nas costas, mas na época me veio outra ideia, desenhar as rodas que marcaram minha vida. E agora resolvi fazer outra, resgatando minha ideia de adolescente e fazer o ideograma da coragem. Só que, com o tempo e a experiência percebi que coragem sem sabedoria pode trazer sérias consequências, e em doses maiores se tornar suicídio. Portanto resolvi acrescentar as duas últimas figuras, que significam sabedoria, essencial para usar a coragem com bom senso e se tornar um vencedor na vida. Essa é a mensagem que quero passar.
Quem quiser saber mais sobre ideogramas (kanji) orientais, clique no link abaixo: